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A Fragilidade das Igrejas Evangélicas
É inquestionável o grande avanço que
as igrejas evangélicas têm obtido
nas últimas décadas em nosso país.
Esse desenvolvimento verifica-se com
o aumento da membresia religiosa, a
acessibilidade aos meios de
comunicação, o "status" e o enorme
montante patrimonial. Em
contrapartida, há crescimento
vertiginoso de elementos que
perseguem e tentam desestruturar as
instituições protestantes. Isso se
dá por meio dos fatores políticos e
jurídicos dos quais os crentes não
têm conhecimentos e acesso,
fazendo-os ignorarem aos fatos
insurgentes, tornando-se isso o
epicentro de fragilidade do âmbito
evangélico.
Politicamente, há diversos elementos
que põem em xeque a atuação das
igrejas, pois o poder legiferante
tem atentado em produzir projeto de
leis que reduzam a amplitude de suas
atividades, que burocratizem a sua
instauração em diferentes
localidades e, por fim, que sufoquem
a liberdade de expressão. Exemplos
triviais disso são o projeto de lei
contra a homofobia e a lei contra a
poluição sonora; esta tem-se tornado
uma grande força para a interdição
de instituições cristãs, pois coage-as
a utilizarem os aparelhos sonoros a
40 decibéis- medida insuficiente
para projeção de som a um grupo de
duzentas pessoas; aquela tem
tramitado no congresso nacional e se
for aprovada irá sufocar liberdade
de expressar a verdade bíblica "os
atos homossexuais são pecados".
Assim, os líderes evangélicos têm
tratado, muitas vezes, esses fatos
com desdém, pois ignoram a realidade,
pensando "Deus sempre nos salvará";
mesmo isso sendo verdade, é preciso
entender que a salvação que o Senhor
dá não livra dos constrangimentos
dos quais alguém não evita. Dessa
forma, percebe-se que há muita
negligência do povo de Deus em
buscar os direitos que, pela graça
do Senhor, estão instituídos
atualmente em nossa magna carta
constitucional. Com isso, pode-se
brevemente gerar marcas indeléveis
no meio evangélico brasileiro.
Juridicamente, percebe-se que as
instituições evangélicas são
associações autônomas, que possuem
um regime diferenciado e possue
certos privilégios, tal como o de
insenção tributária. Contudo,
percebe-se uma grande desorganização
nesse meio, pois não há preocupação
em ajustar sua estrutura ao
ordenamento jurídico.
No setor patrimonial, são raras as
igrejas que tenham feito um
levantamento do seu inventário (bens
materiais), deixando de registrar
seus recursos e, assim, muitas vezes,
passam por perdas irreparáveis para
o Estado ou terceiros.
No âmbito administrativo, vê-se uma
enorme falta de coesão entre as
instituições sedes e congregações,
favorecendo a ausência de
fiscalização em vários setores.
Quando isso ocorre são comprometidas
a segurança patrimonial e também,
inclusive, a integridade física dos
membros que pode a qualquer momento
ser agredida caso haja um transtorno
estrutural nos templos.
Face a isso, é importante que os
líderes evangélicos atentem para o
lado social da igreja, evitando
abrir brechas para os perseguidores
do evangelho. Assim, é salutar
conhecer a estrutura política e o
ordenamento jurídico, a fim de que
as instituições protestantes sejam
vistas irrepreensivelmente diante da
sociedade e possam continuar
galgando em busca de seu principal
objetivo: o crescimento espiritual
por meio de Cristo Jesus.
