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Que Evangelho é Esse?

Artigo escrito por Pr. Martim Alves da Silva

Quem melhor define o evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo é o apóstolo Paulo, quando escreveu sua epístola aos romanos, afirmando que não se envergonha do evangelho porque é “poder de Deus para salvação de todo aquele que nele crer” (Rm 1.16) . Ele próprio experimentou o poder do evangelho, quando no caminho de Damasco, sua vida foi radicalmente transformada. O evangelho são as Boas Novas de Deus para os homens, ou seja, são notícias benfazejas de Deus aos homens, que seu plano redentor foi consumado por Seu filho Jesus Cristo que, vindo ao mundo, oferece graciosamente a salvação a todos. Jesus pregou essas boas notícias aos seus contemporâneos, homens e mulheres de todas as classes sociais e, de uma forma sobrenatural, muitos deles foram maravilhosamente transformados, isto significa dizer que, seus pecados foram perdoados e passaram a viver uma nova vida para com Deus e a sociedade, tal qual como os evangelhos nos apresentam: Zaqueu – deixou a desonestidade na cobrança de impostos; Maria Madalena – abandonou as práticas abomináveis a Deus, pois era possessa de 7 demônios; Paulo – que era blasfemo e perseguidor, passou a ser apóstolo do Senhor, defendendo a fé que outrora perseguia.

Enfim, o evangelho bíblico é regenerador, eficaz e poderoso para transformar a mais vil criatura, numa pessoa de bem. Agora, tem surgido um outro evangelho que distorce e desvirtua o genuíno evangelho que pregamos. É o evangelho do entretenimento que tem rotulado muitos de evangélicos, sem uma mudança profunda de vida. É um evangelho fácil, onde as pessoas não experimentam mudança de caráter, de atitudes, de comportamento, etc., apenas freqüentam um templo e prestam um culto com uma liturgia muito estranha que, comparada com os elementos cultuais da Bíblia, dá para se observar uma diferença abissal, pois os que vão aos cultos, cultuam com danças, pulos, palmas, gritos, etc., e por sua vez, os pregadores desse estranho evangelho, só pregam o que o povo quer ouvir, a saber, prosperidade, vitória, felicidade, curas divinas, etc., nunca confrontam o povo com seus pecados, como fez o profeta Elias com Acabe, João Batista com o rei Herodes e Jesus com os fariseus e doutores da lei. O povo precisa de milagres, de prodígios; porém, é preciso que se mostre o caminho da santificação, da renúncia, do sacrifício, pois não há autenticidade evangélica sem trilhar esse caminho. Evangelho sem cruz e sem renúncia, não condiz com o que Jesus pregou, nem seus apóstolos. Esse evangelho estranho que estamos observando, não exige sacrifício, tão pouco renúncia, ao contrário, é um evangelho que acomoda ou aceita as pessoas com seu modus vivend, afirmando que Deus aceita as pessoas como elas são, não havendo necessidade de mudança alguma na vida. Ora, tal evangelho é uma distorção daquilo que Jesus pregou, afirmando que, “se alguém quer me seguir, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”(Mt. 16.24).
 

Esse evangelho do oba-oba, tem deformado muitos crentes, outrora, tão santificados, hoje mundanizados pelas práticas cultuais, pois não vão mais para os cultos, e sim, para os shows, onde a pessoa mais importante não é mais o Senhor Jesus, mas sim, os artistas que se apresentam como deuses. O apóstolo Paulo escreve aos gálatas e adverte aquela igreja a respeito de “outro evangelho” que a eles não foi pregado: Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos pregasse outro evangelho além do que já vos pregamos, seja anátema.(Gl 1.8).

Portanto, meus amados irmãos, fiquemos com o conselho do autor da epistola aos hebreus que nos admoesta dizendo: Por isso convém atentarmos mais diligentemente para as coisas que ouvimos, para que em tempo algum nos desviemos delas (Hb 2.1).

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