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Que Evangelho é Esse?
Quem melhor
define o evangelho de nosso Senhor
Jesus Cristo é o apóstolo Paulo,
quando escreveu sua epístola aos
romanos, afirmando que não se
envergonha do evangelho porque é
“poder de Deus para salvação de todo
aquele que nele crer” (Rm 1.16) .
Ele próprio experimentou o poder do
evangelho, quando no caminho de
Damasco, sua vida foi radicalmente
transformada. O evangelho são as
Boas Novas de Deus para os homens,
ou seja, são notícias benfazejas de
Deus aos homens, que seu plano
redentor foi consumado por Seu filho
Jesus Cristo que, vindo ao mundo,
oferece graciosamente a salvação a
todos. Jesus pregou essas boas
notícias aos seus contemporâneos,
homens e mulheres de todas as
classes sociais e, de uma forma
sobrenatural, muitos deles foram
maravilhosamente transformados, isto
significa dizer que, seus pecados
foram perdoados e passaram a viver
uma nova vida para com Deus e a
sociedade, tal qual como os
evangelhos nos apresentam: Zaqueu –
deixou a desonestidade na cobrança
de impostos; Maria Madalena –
abandonou as práticas abomináveis a
Deus, pois era possessa de 7
demônios; Paulo – que era blasfemo e
perseguidor, passou a ser apóstolo
do Senhor, defendendo a fé que
outrora perseguia.
Enfim, o evangelho bíblico é
regenerador, eficaz e poderoso para
transformar a mais vil criatura,
numa pessoa de bem. Agora, tem
surgido um outro evangelho que
distorce e desvirtua o genuíno
evangelho que pregamos. É o
evangelho do entretenimento que tem
rotulado muitos de evangélicos, sem
uma mudança profunda de vida. É um
evangelho fácil, onde as pessoas não
experimentam mudança de caráter, de
atitudes, de comportamento, etc.,
apenas freqüentam um templo e
prestam um culto com uma liturgia
muito estranha que, comparada com os
elementos cultuais da Bíblia, dá
para se observar uma diferença
abissal, pois os que vão aos cultos,
cultuam com danças, pulos, palmas,
gritos, etc., e por sua vez, os
pregadores desse estranho evangelho,
só pregam o que o povo quer ouvir, a
saber, prosperidade, vitória,
felicidade, curas divinas, etc.,
nunca confrontam o povo com seus
pecados, como fez o profeta Elias
com Acabe, João Batista com o rei
Herodes e Jesus com os fariseus e
doutores da lei. O povo precisa de
milagres, de prodígios; porém, é
preciso que se mostre o caminho da
santificação, da renúncia, do
sacrifício, pois não há
autenticidade evangélica sem trilhar
esse caminho. Evangelho sem cruz e
sem renúncia, não condiz com o que
Jesus pregou, nem seus apóstolos.
Esse evangelho estranho que estamos
observando, não exige sacrifício,
tão pouco renúncia, ao contrário, é
um evangelho que acomoda ou aceita
as pessoas com seu modus vivend,
afirmando que Deus aceita as pessoas
como elas são, não havendo
necessidade de mudança alguma na
vida. Ora, tal evangelho é uma
distorção daquilo que Jesus pregou,
afirmando que, “se alguém quer me
seguir, negue-se a si mesmo, tome a
sua cruz e siga-me”(Mt. 16.24).
Esse evangelho do oba-oba, tem
deformado muitos crentes, outrora,
tão santificados, hoje mundanizados
pelas práticas cultuais, pois não
vão mais para os cultos, e sim, para
os shows, onde a pessoa mais
importante não é mais o Senhor
Jesus, mas sim, os artistas que se
apresentam como deuses. O apóstolo
Paulo escreve aos gálatas e adverte
aquela igreja a respeito de “outro
evangelho” que a eles não foi
pregado: Mas, ainda que nós mesmos
ou um anjo do céu vos pregasse outro
evangelho além do que já vos
pregamos, seja anátema.(Gl 1.8).
Portanto, meus amados irmãos,
fiquemos com o conselho do autor da
epistola aos hebreus que nos
admoesta dizendo: Por isso convém
atentarmos mais diligentemente para
as coisas que ouvimos, para que em
tempo algum nos desviemos delas (Hb
2.1).
