Navegação
NewsLetter
Rebaixamento: de Protestantes a Evangélicos
Quando
chegaram as primeiras igrejas
evangélicas ao Brasil, surgiu uma
onda de perseguição, por parte do
catolicismo romano.
Essa tendência perdurou por mais de
um século. Existem muitas histórias
de queima de Bíblias em praças
públicas, esvaziamentos de cultos,
proibições de se se abrir trabalhos
evangelísticos em muitas cidades
etc.
Enquanto isso, os seguidores dessas
"heresias" (como chamavam) eram
tachados de "protestantes", "bíblias",
"capa-verde", dentre muitos outros
nomes pejorativos.
Tudo isso, porque os irmãos daquela
época pregavam contra o pecado e
viviam uma vida de santidade,
procurando ser diferentes do mundo
corrompido pelo pecado.
Os anos e décadas foram passando, e
surgiu o movimento pentecostal, com
chegada da Assembléia de Deus em
1911, lá em Belém do Pará. A partir
desta data, o número de protestantes
teve um grande crescimento em nosso
país.
Depois disso, vieram os
neopentescostais, e, finalmente, o
crescimento numérico.
Conseqüentemente, a sociedade
brasileira começou a mudar a visão a
respeito desses grupos religiosos.
Dimuíram as perseguições e, com o
tempo, passaram a nos tratar de "evangélicos".
Diante disso, talvez até se diga que
foi uma vitória para as igrejas
evangélicas. Mas se fizermos uma
análise mais acurada, perceberemos
uma outra realidade. Com essa onda
de crescimento e a melhor aceitação
de nosso segmento na sociedade, veio
uma nova tendência: o afastamento
dos princípios bíblicos, por parte
do segmento evangélico.
Hoje, o que se vê é uma verdadeira
brincadeira de mau gosto, quando se
trata do comportamento cristão.
Estão desvirtuando tudo que Jesus
ensinou como regra de fé e prática.
Tem igreja evangélica para todos os
gostos. Tem gente com comportamentos
excusos, mas que se dizem
evangélicas. Tem até quem pose nua
para revista masculina, mas que é
evangélica e vai para a TV
testemunhar de Jesus.
Surgiu até um "sindicato do pecado",
para defender o direito de pecar,
sem ser contrariado por ninguém.
Quando um pregador que preza pelos
princípios bíblicos, usa a Palavra
para combater o pecado no meio dos
evangélicos, esse "sindicato" entra
em ação dizendo que ninguém tem o
direito de julgar o servo alheio.
Essa turma que tanto enfeia o
Cristianismo esqueceu de ler o que
Paulo falou aos Coríntios em
1Co 6:3 - Não sabeis vós que havemos
de julgar os anjos? Quanto mais as
coisas pertencentes a esta vida?
O Cristianismo de Jesus não é esse
que vemos, em que homens usam
cabelos compridos, tatuagens, e
outras "arrumações" dessa ordem,
numa afronta à Palavra de Deus.
Muito menos, um cristianismo que não
prega contra a sensualidade, a
imoralida em geral e a corrução, em
todas as áreas da vida.
Jesus disse, em sua Palavra que "nem
todo o que me diz: Senhor, Senhor!
entrará no reino dos céus, mas
aquele que faz a vontade de meu Pai,
que está nos céus" (Mt 7.21)
Deus não está interessado em mostrar
quantidade ao Diabo. Quando o
adversário compareceu diante de
Deus, este apresentou o servo Jó.
Será que não existiam outros que se
diziam servos? Deus preza pela
qualidade (santidade). Sem santidade,
ninguém jamais verá a Deus (Heb
12:14 -
Segui a paz com todos, e a
santificação, sem a qual ninguém
verá o Senhor).
Tenho saudades do tempo que nos
chamavam de protestantes. Naquela
época, as pessoas viam nos crentes
pessoas santas. Agora, quando vamos
testificar de Jesus, temos que
dedicar parte do tempo de mensagem
dizendo que muitos, que se dizem
evangélicos, não possuem o nome
escrito no Livro da Vida.
Fonte: Mentalidade Cristã - www.mentalidadecrista.blogspot.com
